Para Clarice, que acreditava em cartomantes, bruxarias e epifanias.
O amor lido
no desenho
da borra de café
talvez seja
o mesmo que
no silêncio da cidade
vazia
atravessa
sem pressa
a manhã chuvosa
e sobe quente
no sorriso dos seus lábios.
(Analice Martins – Campos, 06/09/2026)